15/10/2012

Hotel Transilvânia (Hotel Transylvania)

Título: Hotel Transilvânia
Título Original: Hotel Transylvania
País de Origem: EUA
Gênero: Animação/Infantil
Tempo de Duração: 91 min
Ano de Lançamento: 2012
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures Animation
Direção: Genndy Tartakovsky


Sinopse: O Hotel Transilvânia é um resort cinco estrelas que serve de refúgio para que os monstros possam descansar do árduo trabalho de perseguir e assustar os humanos. O local é comandado pelo Conde Drácula, que resolve convidar os amigos para comemorar, ao longo de um fim de semana, o 118º aniversário de sua filha Mavis. O que ele não esperava era que Jonathan, um humano sem noção, fosse aparecer no local justo quando o hotel está repleto de convidados e, ainda por cima, se apaixonasse por Mavis.

Crítica


Estrelando convenientemente no mês que inclui o dia das crianças e o dia das bruxas, Hotel Transilvânia chama a atenção não apenas pela dublagem de Adam Sandler e Selena Gomez, pois não sei se vocês se deram ao trabalho de notar, mas este tal de Genndy Tartakosvky é um dos responsáveis pelos melhores desenhos da minha época que passavam no Cartoon Network: O Laboratório de Dexter e Samurai Jack. Por esta causa não pude me dar o luxo de deixar esta produção passar a desapercebido. Junto com a DiLuna (que adora animações) e o DiPhobos (que ama a Selena Gomez), assistimos o filme e todos nós apreciamos o resultado, claro, por razões diferentes. Para um longa metragem que ficou em produção desde 2006 e sofreu várias modificações em sua equipe e elenco, o resultado é melhor do que o esperado.


"O diretor trabalhou em Samurai Jack e eu não sabia?"
O roteiro é bem escrito e repleto de piadas funcionais e modernas, algumas até são destinadas para os fãs dos clássicos filmes de terror da Universal e outros títulos, ainda possuindo várias referências oportunas. Talvez o público mais velho aprecie mais o filme do que o atual infantil, afinal, de certo modo, Hotel Transilvânia segue um pouco a receita de humor do primeiro Shrek. Descontraído, este filme se provou digno de atenção e me despertou ainda mais coragem para poder ir assistir Frankenweenie e Detona Ralph, isto sem contar que estamos presenciando o crescimento de novas empresas que hoje tem tirado um pouco do monopólio e hegemonia da Pixar perante as animações em computação gráfica. O filme é de fato bem feito, porém os efeitos em 3D não foram impressionantes, não precisando serem utilizados, ao meu ver.


Drácula já foi de tudo, agora é um pai super protetor.
Longas metragens infantis sempre foram menosprezados, principalmente as animações, entretanto, ultimamente muitas tem conseguido me surpreender, como foi o caso de Hotel Transilvânia e Rios, que assisti por curiosidade e acabei gostando. Apesar do final um tanto fraco, esta parte não estraga o restante de Hotel Transilvânia, que contém personagens carismáticos, inúmeras situações cômicas, e até uma imperdível tirada de sarro com a série Crepúsculo, que aliás, foi uma das razões por eu ter gostado ainda mais da animação, pois foi mais do que oportuna. A história é bem criativa, mas acaba tendo alguns momentos piegas, afinal, é um típico caso de pai protetor e filha que deseja seguir seu rumo.


Um vampiro que se apaixona por um humano... Por que isto me soa familiar?
Não sou de gostar de filmes infantis, a não ser quando são do Tim Burton ou contenham alguma dosagem de horror. Hotel Transilvânia é um interessante acumulo de criaturas e piadas que atingem tanto as crianças quanto os pais delas, esta técnica tem dado certo com várias produções similares, como em Meu Malvado Favorito, e tem garantido o sucesso da maioria. Genndy Tartakovsky não decepcionou, como pensei que aconteceria, ainda mais com um roteiro escrito por três pessoas, o que normalmente prejudica a história. No fim quebrei a cara, agora é só esperar que Frankenweenie e Detona Ralph correspondam as expectativas, apesar de que dificilmente o Burton me decepciona.

Nota (0-10): 8


Trailer

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